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É difícil começar. Uma nova etapa da vida, um novo emprego, um novo regime, um novo projeto, um novo curso, um novo blog. Então eu vou optar pela saída mais fácil, e postar um texto repetido. (:


A internet virou a ferramenta mais útil e chata ao nosso alcance.

Infelizmente o que era pra ser uma forma de distribuirmos informações relevantes e darmos opiniões plausíveis e ponderadas, agora não passa de uma disputa de colocações sem embasamento. Desde textos no Facebook escritos por nossos próprios amigos, até colunistas em veículos reconhecidos. Somos nocauteados por opiniões raivosas de pessoas que encaram todo e qualquer fato buscando uma crítica azeda para fazer.
Não lemos opiniões, mas discursos pregando o politicamente correto, que muitas vezes não se aplica nem mesmo àquele que o escreveu. A tal da hipocrisia.

A copa então coroou tudo isso. Se ganhamos um jogo, a Dilma comprou. Se perdemos, não dava mesmo pra esperar mais do que isso do Brasil. Se o estádio X teve os jogos mais organizados, foi muito dinheiro público gasto. Se foi o pior, não conseguem nem organizar direito. Reclamar do cara que quebrou a coluna do Neymar virou preconceito contra um negro latino-americano. Não reclamar quer dizer que você é indiferente. Aliás, o Neymar tem mesmo é que se quebrar, porque o importante é reclamar do governo por causa do viaduto que caiu em BH, certo? Afinal, uma coisa tem realmente tudo a ver com a outra.

E a história vai além da política e da copa. Se a mulher trabalha, o homem não está preparado pra ela. Se o homem concorda, é omisso. Se discorda, é machista. E se não se manifesta, pronto. É burro. E aí também tem que vir um outro alguém pregar que tudo isso é besteira, e que se as mulheres acham que o homem não está preparado pra elas, as burras são elas mesmas.

E por aí vai…

Não to dizendo que as pessoas devem se conformar e aceitar o que lhes é imposto, nem defendendo nenhuma posição política, machista, feminista, ou coisa do tipo. Só acho que todo mundo tá com uma mania terrível de dar opiniões à toa, e se tornaram extremamente intolerantes à opinião alheia. Se informem, discutam, confiram suas fontes. E se quiserem mudar o mundo, isso vai muito além desse papinho pseudo-intelectual de Facebook.

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