… não é?

Domingo uma dessas almas iluminadas cumpriu sua missão na terra e resolveu partir. Deixou um sentimento forte, uma saudade coletiva. A cidade inteira compartilha a mesma dor. Os sentimentos vão além de uma família agora incompleta, e estendem-se a todos.

Em meio à reclamações sobre política, segunda-feira, trabalho ou outra banalidade qualquer, a vida nos chacoalha e exige que cada um de nós pare pra refletir sobre o seu valor. Que prestemos mais atenção naqueles que temos por perto. A vida é um sopro, e morrer também é.

Eu nunca entendo a morte quando ela surge. Sempre acho estranho que alguém não esteja mais aqui, e o resto do mundo continue acordando, dormindo e levando suas vidas normalmente no meio disso. Parece tão passageiro e tão opressivo ao mesmo tempo. Mas não dessa vez. Dessa vez não desce. A vida de ninguém ao meu redor está indiferente. Perdemos um amigo de todos, uma dessas almas boas que a gente nem sempre encontra por aí. Um sorriso amigo, uma bondade inerente. Da vontade de dizer, implorar “poxa, volta que eu não te dei tchau, volta que eu quero aproveitar mais o tempo e rir mais com você”. Parece mentira.

Vai com Deus, querido. Uma pessoa como você não precisava de mais tempo nesse mundo pra cumprir sua missão. Tenho certeza que você está em algum lugar no mínimo dez vezes melhor que aqui.

2006, meu aniversário

Anúncios