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Hora de colocar o ponto final em mais um ano. Daqueles bem lindos, o melhor da minha vida.

Um dos mais “difíceis” também. E uso as aspas porque não quero colocar nenhum contexto negativo em nada do que foi vivido. Foi um ano de provações e de auto-conhecimento. Ano de crescer e cortar algumas amarras. Tive dificuldades e passei por situações que nunca imaginei passar, mas quem é que não sente isso a cada 365 dias, não é?

Comecei janeiro de 2014 a 15 mil quilômetros de distância das pessoas que eu mais amo no mundo. Conheci novas culturas e descobri novas paixões. Fiquei sozinha. Tracei alguns planos. Errei. Experimentei coisas novas. Fiz amigos que viraram minha segunda família. Me decepcionei. Chorei sozinha dentro de um ônibus lotado de alemães que me olhavam estranho. Aprendi a ser mais sociável e aberta a novas amizades. Me despedi do lugar mais lindo do mundo e das pessoas mais incríveis. Chorei de tanto rir. Ri pra não chorar. Voltei para o Brasil e dei com a cara no muro. Senti saudade. Me escondi do mundo. Li livros sensacionais. Coloquei um fim em relações que não me faziam bem. Vi a derrota do Brasil na copa, e fui consolada pela vitória da minha Alemanha. Adotei uma família de gatinhos. Voltei para o mundo aos poucos. Conheci mais pessoas incríveis. Encontrei amigos que eu não via há tempos, e vivi mais uma vez o amor que eu sentia e ainda sinto por eles. Criei novos hábitos. Me envolvi com novas pessoas. Tomei coragem de mostrar para o mundo alguns dos meus mimimis escritos. Voltei a caminhar com as minhas próprias pernas, a passos curtos, mas com um destino em mente. Descobri que ainda consigo me apaixonar. Mas ainda não foi esse o ano de aprender a gostar de Bob Dylan…

De tudo isso, sobra o aprendizado. Cresci muito e entendi muito sobre mim mesma.
A vida vale a pena nas menores coisas, e quando aprendemos a olhar esses detalhes é quando temos paz dentro de nós mesmos. Essa é a época de renovação. De deixar no ano que vai passar tudo aquilo que eu quero que passe também, e colocar em listas imaginárias o que eu quero manter e conquistar.

Ficou para trás o ano de Berlim, da vida dos sonhos, do descobrimento do mundo. Dois mil e quinze tem a grande responsabilidade de superar tudo isso.
Mas sabe o que?

Aguardo ansiosa.

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