Toda mulher é um pouco Maria. Maria Rita, Maria Fernanda, Ana Maria, Mariana.

Maria é história, é ser três vezes estrela. Ser Maria é ser independente, puramente brasileira. É mãe, filha e a responsabilidade de carregar consigo o nome de outras gerações. É ser menina e mulher em um nome só. Tenho observado que Maria é também sinônimo de teimosia. Deve ser porque rima.

Maria é a lembrança daquilo que um dia foi, tanto que o nome já veio no pretérito. E é tão intensa e inconstante, que oscila entre e o imperfeito e o mais que perfeito. Vai entender…

Maria tem pai, irmão, família, e tem também vontade de fugir de tudo isso de vez em quando. Discute, briga, se impõe. Depois chorominga, arrasta os pés. Depois levanta a cabeça, se maquia e vai sorrir. Queria chorar, mas finge que é dona de coração sem dores. Mas quando chora seus temporais, abraça a mãe de um jeito que só duas Marias sabem como é. Tudo bem, nessas horas ela empresta um pedacinho do seu Maria para a irmã. Bia vira Maria. Maria Bia.

Maria ama. Se pudesse, até amaria mais. Mas, às vezes, parece que nem cabe mais amar dentro de uma só Maria.


Obrigada a minha Maria Cristina, por me amar-iar também.

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